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Base Rerigtiba: onde a sala de aula encontra a indústria

Iniciativa, construída ao longo de 2026 entre escolas, indústria e comunidade, chega em outubro à etapa de visitas técnicas e apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso

O que começou como uma proposta de aproximar a educação profissional dos desafios reais da indústria chega, neste mês de outubro, a uma das etapas mais importantes: as visitas técnicas e a apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) de 111 estudantes de Anchieta no Espírito Santo.

A Base Rerigtiba foi construída ao longo de 2026 em uma parceria que reúne LMI, Samarco, Sedu, escolas, profissionais da indústria, estudantes e famílias, com o propósito de aproximar a formação dos jovens da realidade encontrada no mundo do trabalho.

A iniciativa envolve estudantes da EEEFM Coronel Gomes de Oliveira e da EEEFM Paulo Freire, que desenvolveram seus projetos com o acompanhamento de profissionais que atuam na indústria.

O projeto recebeu o nome Rerigtiba, denominação indígena associada a Anchieta, justamente para representar a conexão entre território, educação, indústria e futuro.

Uma jornada construída ao longo do ano

A Base Rerigtiba foi estruturada para acompanhar os estudantes durante o desenvolvimento dos TCCs, criando uma ponte entre aquilo que é aprendido na escola e os desafios encontrados no setor produtivo.

As inscrições foram realizadas no primeiro semestre e reuniram 17 grupos de TCC, envolvendo 111 estudantes e suas famílias. A partir daí, os alunos passaram a contar com o apoio de mentores profissionais, que contribuíram para transformar os temas escolhidos em projetos mais conectados às necessidades e situações reais da indústria.

A formação dos mentores também fez parte da jornada. Em junho, os profissionais participaram de uma preparação para atuar junto aos estudantes, fortalecendo a proposta de troca de conhecimentos e experiências.

Desde então, os encontros de mentoria vêm permitindo que os jovens discutam seus projetos, recebam orientações e conheçam, por meio da experiência dos profissionais, aspectos que vão além do conhecimento técnico.

A proposta é que o estudante não apenas desenvolva um TCC, mas compreenda como o conhecimento adquirido na escola pode ser aplicado na prática e quais competências são importantes para sua trajetória profissional.

Da sala de aula para a realidade da indústria

Para José Márcio Mistura Nalli, engenheiro de manutenção da Samarco e mentor do projeto, um dos grandes diferenciais da iniciativa é justamente essa aproximação com o cotidiano profissional.

“Acredito que o grande diferencial é aproximar os alunos da realidade que eles vão encontrar no mercado de trabalho. Como mentores, conseguimos compartilhar um pouco da nossa experiência, trazer situações do dia a dia profissional e mostrar que, além do conhecimento técnico, outras habilidades fazem muita diferença, como saber se comunicar, trabalhar em equipe, ter responsabilidade e buscar soluções para os problemas.”

Segundo ele, essa troca ajuda os estudantes a compreenderem melhor as expectativas do mercado e as oportunidades existentes em Anchieta e na região.

Para os alunos, a experiência também vem modificando a forma de enxergar os próprios projetos.

“Estou gostando muito da experiência. Com a ajuda dos profissionais, nosso TCC ficou mais prático. Na visita à Samarco, espero ver de perto como tudo funciona na prática e aprender mais sobre os processos e a estrutura da empresa”, conta Guilherme Garcia, estudante participante do projeto.

Davi Felicio, também aluno, destaca a experiência de desenvolver o projeto ao lado de colegas e profissionais da indústria:

“Estou gostando muito da experiência. Com a ajuda dos profissionais, nosso TCC ficou mais prático. Na visita à Samarco, espero ver de perto como tudo funciona na prática e aprender mais sobre os processos e a estrutura da empresa.”

Já Thiago Destefani Goltara, aluno do 3º ano do curso técnico em Eletromecânica, destaca a oportunidade de conhecer situações presentes no cotidiano industrial:

“Está sendo uma experiência muito interessante, porque estamos tendo contato com situações que fazem parte da realidade da indústria. Na visita à Samarco, espero conhecer melhor os processos, aprender com os profissionais e ver de perto aquilo que estamos estudando.”

Outubro marca a aproximação com a indústria

Depois de meses de desenvolvimento, orientação e troca com os mentores, a Base Rerigtiba chega agora a uma nova etapa.

Nos dias 6, 14 e 28 de outubro, os estudantes participarão de três visitas técnicas ao Complexo de Ubu, da Samarco, em Anchieta. Os 111 alunos serão organizados em grupos para conhecer de perto ambientes, processos e profissionais da indústria.

A experiência será conectada diretamente aos projetos desenvolvidos pelos estudantes, permitindo que eles observem na prática situações relacionadas aos temas trabalhados nos TCCs.

Nos dias 29 e 30 de outubro, será realizada a etapa final, com a apresentação dos trabalhos para uma banca avaliadora formada por profissionais e gestores do setor produtivo.

Assim, o que começou com a escolha dos temas, passou pela construção dos projetos e pelo acompanhamento dos mentores chega agora ao momento de apresentar os resultados e compartilhar o conhecimento desenvolvido ao longo da jornada.

Educação profissional conectada ao futuro

Para Vinicius Cardoso, gestor escolar e diretor da Escola Paulo Freire, a aproximação entre escola e indústria contribui para tornar o aprendizado mais significativo.

“Conectar o que se aprende na escola aos desafios reais da indústria dá sentido ao estudo. O aluno passa a enxergar uma profissão e um futuro na própria cidade, o que aumenta o interesse e reduz a evasão. As famílias passam a valorizar mais a escola e a acompanhar os filhos. Para as empresas e para Anchieta, isso significa formar talentos locais qualificados, criando um ciclo positivo entre educação, trabalho e comunidade.”

A iniciativa envolve diretamente 111 famílias, ampliando o alcance da experiência para além dos estudantes e fortalecendo a relação entre escola, família, comunidade e setor produtivo.

Um projeto que olha para o desenvolvimento local

Para Bruno Lopes, diretor executivo da LMI, a aproximação entre educação e indústria pode contribuir para fortalecer o desenvolvimento da própria região.

“Conectar o que se aprende na escola aos desafios reais da indústria dá sentido ao estudo. O aluno passa a enxergar uma profissão e um futuro na própria cidade, o que aumenta o interesse e reduz a evasão. As famílias passam a valorizar mais a escola e a acompanhar os filhos. Para as empresas e para Anchieta, isso significa formar talentos locais qualificados, criando um ciclo positivo entre educação, trabalho e comunidade.”

Uma construção conjunta que pode deixar legado

Para Glasiela Freire, gerente de RH da LMI, o projeto representa uma construção que vai além de uma única empresa ou instituição.

“A Base Rerigtiba aproxima os estudantes da realidade da indústria, permitindo que conheçam desafios reais, tenham contato com profissionais e desenvolvam seus projetos a partir dessa experiência. Mas queremos ir além: contribuir para a formação e a qualificação dos talentos da nossa própria região. É uma construção conjunta, que envolve escola, indústria, mentores, estudantes e famílias, e que pode deixar um legado para Anchieta ao criar novos caminhos para os jovens e fortalecer a mão de obra local.”

A proposta é que a experiência construída em 2026 não termine com a apresentação dos TCCs. Ao aproximar educação, indústria, famílias e comunidade, a Base Rerigtiba busca fortalecer uma rede capaz de criar novas oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento para os jovens da região.

Mais do que preparar estudantes para o mercado de trabalho, a iniciativa procura mostrar que o futuro profissional também pode ser construído a partir do território onde eles vivem — e que esse futuro pode ser resultado de uma construção coletiva.

Serviço

Projeto: Base Rerigtiba
Participantes: 111 estudantes e suas famílias
Grupos de TCC: 17
Escolas: EEEFM Coronel Gomes de Oliveira e EEEFM Paulo Freire
Visitas técnicas: 6, 14 e 28 de outubro de 2026
Bancas avaliadoras: 29 e 30 de outubro de 2026
Local das visitas: Samarco – Complexo de Ubu, Anchieta/ES
Realização: LMI, Samarco, escolas, mentores e comunidade

Base Rerigtiba na mídia

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